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Duas novas paróquias em nossa Diocese: A dimensão espiritual por trás da palavra “paróquia”

A Igreja Diocesana  de Valença ganha mais duas novas paróquias para melhor servir o povo de Deus. A Paróquia de nossa Senhora

de Fátima no Bairro Monte Castelo da Cidade de Três Rios e a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição no Distrito de Avelar, Cidade de Paty dos Alferes. O Decreto de criação dessas paróquias já foi assinado e, agora,  essas duas paróquias estão recebendo os seus respectivos padres para dar andamento ao Decreto e em breve marcamos a Inauguração e instalação como paroquia numa bela celebração eucarística. 

 

1- O que é uma paróquia?

Quase todo mundo usa esse termo, mas o que ele significa mesmo?

À medida que o cristianismo ia se estabelecendo firmemente mundo afora, crescia a necessidade de organizar as comunidades cristãs num sistema gerenciável. Essa tarefa ganhou corpo no século IV e foi sendo refinada ao longo das décadas, chegando a um ápice no século XVI com o Concílio de Trento.

Nesse concílio, os bispos foram instruídos a definirem claramente as paróquias e os sacerdotes que exerceriam nelas o seu ministério. Começaram então a ser estabelecidos os limites territoriais específicos de cada paróquia, com base na quantidade de almas presentes em cada região.

O pároco ficaria encarregado do cuidado espiritual e sacramental de todas as almas que vivessem dentro daquele território. Se houvesse necessidade, ele contaria com a assistência de mais sacerdotes sob a sua liderança.

O atual Código de Direito Canônico especifica que uma paróquia é “uma comunidade de fiéis cristãos constituída de forma estável” e estabelecida por um bispo. Como regra geral, a paróquia é territorial, ou seja, inclui todos os fiéis cristãos de um determinado território; no entanto, o direito canônico também prevê grupos de cristãos não vinculados por fronteiras territoriais. Isto, na prática, significa que pessoas que residem fora de uma determinada paróquia podem ainda assim pertencer a ela, não obstante a localização.

“Peregrinos morando ao lado”

A palavra paróquia vem do grego “paroikía”, que significa algo como “casa ao lado”, “morada próxima”, “morar perto”. Tem relação com o termo “paroikos”, que quer dizer “forasteiro”, “estrangeiro”, “peregrino em outra terra”, e que aparece nos Atos dos Apóstolos quando Estêvão fala da história dos judeus e os descreve como “estrangeiros numa terra que não era a sua” (cf. Atos 7,6).

Um paroquiano é isso: um “peregrino” que viaja rumo à pátria celestial, e que, acolhido numa paróquia, ou seja, numa “morada próxima”, vai compartilhando essa viagem com seus irmãos e vizinhos!

Belíssima imagem para entendermos o conceito, não é?

Mas há mais imagens e metáforas que nos ajudam a descobrir a riqueza e a profundidade do conceito de paróquia.

 

As paróquias são como barcos

A imagem da barca é muito associada à Igreja, tradicionalmente representada como a “Barca de Pedro”. Desta mesma perspectiva, as paróquias são como barcos que levam grupos específicos de almas rumo ao céu. Não parece coincidência, aliás, que a parte mais ampla das igrejas tradicionais se chame “nave” (do latim “navis”, ou seja… navio, barco)! Todo pároco, assim, é o “capitão” de um barco de almas a serem levadas até o porto seguro do céu! Isso não é uma tarefa simples, e é por isso que o padre precisa muito do envolvimento dos paroquianos na condução do barco – além, é claro, do sopro contínuo do Espírito Santo.

 

Analogias para pôr em prática

Da próxima vez que você for à sua paróquia, lembre-se dessas analogias com a “morada próxima”, com a “peregrinação”, com o “barco”. Essas imagens ajudarão você a entender melhor a tarefa gigantesca do pároco, especialmente quando ele é responsável por 3 ou 9 “barcos” ao mesmo tempo, e, por conseguinte, a compreender melhor a importância da sua própria participação e colaboração ativa como membro dessa tripulação.

Numa paróquia, afinal, somos todos peregrinos a bordo da mesma casa-barco, rumando ao céu!

Como as Paróquias de São Sebastião (Três Rios) e Nossa Senhora da Conceição (Paty dos Alferes)  cresceram muito em relação a população e território, havia desde,  muito tempo,  um clamor nas almas dos cristãos dessas regiões, bem como no coração do Bispo Diocesano e com a assistência do ES que envia vocações sacerdotais, tivemos agora a condição de fazer esse desdobramento em duas novas  paroquiais desafogando as Paróquias de origem e liberando os respectivos padres e ousar em outras frentes evangelizadoras, se fazendo presente em outras áreas de suas paróquias. 

Para a paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Monte Castelo, designamos o Padre Márcio e para a Paróquia de nossa Senhora da Conceição de Avelar, designamos o padre Itamar. 

Essas duas paróquias já nascem grandes, cada uma com 09 comunidades. Pedimos o apoio e cooperação dos paroquianos  junto aos novos padres, bem como o apoio e incentivo das paróquias de onde procedem, a exemplo de uma mãe que vê nascer novos filhos. Aproveitamos para expressar nossos mais sinceros agradecimentos e reconhecimento pelos inúmeros serviços prestado pelos párocos anteriores, Padre Rafael e Gregório ( Três Rios) e o padre Welder e Josias) que, de modo zeloso e incansável prepararam o terreno para que isso acontecesse. 

Prosperando as vocações, outras paróquias tendem a ser criadas para intensificar os cuidados dos pastores  junto ao rebanho que não podem se dispersar em meio a tantas dificuldades culturais, urbanas e rurais, bem como diante do crescimento protestantes nesses setores. Os crentes crescem, onde a Igreja, paróquia (pastores e rebanhos)  não  conseguem chegar afetiva e efetivamente.